10.3.09



assim que a abri a porta: enxerguei. eram minhas dúvidas expostas e bonitas. eram as certezas se escondendo atrás de árvores. aquele novo cheiro e sorriso, aquele gostar inesperado, bem vindo e contido. dos pensamentos durmi sonhos carimbados de símbolos, tantos que nunca haveria análise. acordada escolhi abraçar minhas pernas e beijar meu destino. optei por me entender pelas palavras mais que pelo corpo. talvez em fuga. talvez em fé. sempre me dei com o racional e, graças a Deus, na maioria dos meus problemas, posso dizer: tudo bem. assim invento a paz que desejo e vivo atitudes que cuidam do meu jardim (mas o vento me roubou uma flor, meu coração palpitou). naquela de querer "mais vida bem vivida", as supresas caem de baldadas nas minhas sombrancelhas e minha sinceridade demais ainda vai me fazer sofrer, disse meu pai. já é assim a tanto tempo que não sei ser diferente. então, de novo, cito aqueles personagens e sofro sem pressa, pois a alegria e a tristeza coexistem. e eu só posso existir inteira.
numa escalada negra, onde também sofro preconceitos e caminho por rosas lindas e espinhentas. fragilidade fortaleza, cuido como posso de mim e dos outros. e sinto saudade da capoeira.






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