16.8.09

amanhão africanarei. minha pele branca espelha meu necessário repetido encontro com algo que me deixei lembrar. algo que não conheço e não parece existir no plano de agora, talvez algora. e se me vissem como sou? e se sentissem como me afasto de mim para estar com algo nosso? e se soubessem que de fato não sei bem como agir, como fingir que não sei fingir? e se me dissessem que na vida conhecem já o que me move e me podem ensinar? pois eu dizia vamos, caminhar pela saia do rio, vamos sair no fantástico. soubemos cozinhar o passado e agora ampliamos o futuro de presente pro que nãoqueremos ver no hoje, sempre me repinto. passei horas dormindo pra não me encontrar com essa tela, magnetismo do contato dedotecla. lusofonia é assistir alguém falando russo e se lembrar das vogais amigas. tenho a sensação de que me encanto com as questões logísticas da filosofia. creio que o fruto que posso trazer é meramente significado do que vale otédio revertido em amor. amor desses que me inunda, que me abunda. amor desses que queria ver nos toldos, baixo chuva, ver respingar sensibilidade pelas ventanas, pelas ventosas cremosas desse artigo gramatical para. se arrependimento matasse viveria de novo pra me arrepender. adoro meus problemas. são magros, ainda que minha barriga me indique desgravidez. poetas sensacionalistas, cairam sapatilhas baixas, não vexaram nada, nao sentiram como eles, como elas, nao viram olhos deles oras bolas candelas.

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