21.6.12

Sonho de Valsa

Decidimos outra vez, criar comidas pontuais. A fome de poesia alimenta até os elefantes. Sonhei que dançava pernas de pau, sentada não sabia mais o que serrar. Serra serra serra dor....Aline é a que passa arrastado para pegar por debaixo da mesa o bom bom da vo vó. Ela sabe do errado, comer antes da comida dá um suco gástrico mais que nada algo para preparar. Fejão com arroz, aline canta as cantigas marcadas pelo aviãzinho, qualquer tentativa é pouco para alimentar. Ela zomba da colher, olha para a mulher que não é sua mãe, nem vizinha. Aline segura o garfo contrariamente quer furar o bifinho de filé. Mas não gosta de falar com estranhos. Por isso não come. Aline gosta de roubar as comidas. Cansada de tantas estratagemas, sua mãe distribui grãozinhos para Aline pensar que os está roubando por ai. Come, deliciada, cada cacho encontrado por detrás das portas. De baixo da gamela, Aline encontrou uma batatinha assada. Comeu e seguiu atrás do molho pardo. Acontece em sua casa, Aline gosta da diferença. Como não costumou prato e garfo, Aline arranca e estira as fibras com os dedinhos mignon. Aline se passa nas horas ameaçando as facas com seus dentes de leite. Aline gosta mesmo é de cuspir. Estranha nena Aline quer ser  inteligente. Sempre lembra daquela guardada cenoura ralada antes de dormir. Pelas janelas.

3 comentários:

joana disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
joana disse...

essa tela é da gavaldão :)

Marina Guyot disse...

queria ser um elefante comedor de poesia o dia inteiro. e para relaxar amarulas fermentadas....