18.6.09


o céu que engolia fumava e eu quem pedia o ar. a fumaça trassitou na minha cabeça, pois quis sublimar a adulta que já vive em mim. em todas as amigas também. ainda fazemos poesinha e lelena pintou por aqui morada nova e sua criança parece que vem cuidar da nossa. minha criança tem timidez no dedo mindinho. nessa adultísse que bebemos, senti nas pernas a asa que vestirei quando os frutos me colherem. plantaria lixias também como aquela fartura úmida do vale. pois vale mais se olhar bem de perto durante os sonhos. escolho ir mais fundo na condição do meu desejo, pois o mundo me dá sinais autênticos: isso me interessa. investigo o que vivo e des cubro minhas preocupações. numas de assumir as verdades que me gozam. sem comer o passado nas refeições, incorporo a contemporaneidade no meu silêncio. essa tal de América Latina e que nós brasucas precisamos mais abraçar.

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