captei em alguns olhares que: o que seria do tempo se esquecêssemos as velas? o que seria de nós se abandonássemos o sinal? o que seria do homem se abraçasse um rio?
para onde vamos se não pensamos? e para onde não vamos se não sentimos? vejo, então, a força de uma corrente que arrasta boa parte de nós enquanto ainda dormimos e convence outro tanto daqueles que por segundos acordam e escutam o canto do sabiá.
fico assim procurando tesouros atrás dos olhares, um bom valor para minhas mãos aos cuidados dos corações. o bom seria uma rezinha antiga aprendida na infância que só falasse de amor e encontro. mas isso eu não aprendi, pois a igreja enterrou, na áfrica e em outros cantos, essas rezinhas de paz. bom, então, é sentir a comunicação espiritual e ouvir a rezinha vir sem frase, sem nada, no fechar os olhos, sentir a respiração e ouvir o tambor dentro do peito.
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