27.6.10

Pão com azeite



nós por extenso. a musica parou no meu vento, saia do rio, saia. sai para dar uma volta no mundo, engrandeci com ele mas volto sem tanto passar por ai, coração. nao ligo para o meu telefone, se alguém quiser falar comigo é só sorrir. saí do espaço dos marcadores acelerados, ouvi o obstáculo e calculei. havia necessários quartos de horas suficientes pra assumir um silêncio programado no meu minuto por todas as vozes trancadas, por toda sofrida caminhada de alguns, a nado, por exempolo. tomara que você leia isso, coringa. aqui em castellano, allá crioulo. dormir tarde é o que preciso agora pra despertar dentro de mim, e ver se falta alguma coisa pra pegar lá fora. mais alguns kilos também poderia tirar de dentro, pra andar mais levis e sanfonizar os joelhos, boa aposta para amanhã. coloquei um pouco daquele pozinho que me deram um dia claro de nuvem, sim, retiraram da nuvem, amassando como farinha. como farinha mais do que em terras do trópico, amante das coisas da composteira. nunca comi tanta verdera da horta verdade profunda. as plantas tem verdades profundas, escondidas no quadradinho. as plantas começam o que termina na nossa barriga hambrienta de o que tem lá em baixo. só me engracei com ele um pouco, mas depois ouvi tanto das suas labiadas palavras que esqueci de continuar me perguntando e fui. foi um tanto aquele acontecimento. hoje em dia ele ainda fala comigo, e não entende também, o que são as palavras chaves nas minhas madrugadas. olhei pra ele e disse que amanhã as oito da manhã eu estaria na porta. ele não criu.

Nenhum comentário: