Nao posso comer mais queijos, isso ja sei. Nao posso comer nada que tenha lácteos, mas prefiro pensar que iogurt passa batido. Esses dias de aeroporto muita coisa voou por cima da minha cabeça, e queria utilizar este espaço pra te contar. Em Madrid subindo a rua encontrei um senhor cara de boinho. Ele se ofereceu pra me ajudar a ubicar no mapa minhas horas impermanentes naquelas ruas cinzas, e eu topei. Ele disse pra baixo e eu desci, com mala e cunha. Encontrei outro senhor na descida que me disse pra eu subir. Malandragem nao é privilégio de brazuca, nestas terras de jamón um pisca com os dois olhos e ja viu.Depois fui pra barcelona, pra ir ao cinema. Nao que seja coisa solo barcelona, mas nao queria subir e descer, queria sentar, e olhar pra frente, queria ficar so. Desde o momento que entrei no cine, ate o baixar as escaleiras, pensei que estava sonhando. A cabeça começou a doer. O filme começou a ficar mais largo, os carros então se chocaram e muito sangue saiu, da tela. Vi uma briga na rua e me protegi, dos fios de cabelos carecas cabeludo. Tive medo. Hoje em dia sao outros os medos que vem de dentro, da origem dos alcances. Sao outras cabeças as que levo pra me aconselharem, e elas pensam mais que eu, o que me cansa um pouco. To no aeroporto de novo, tomando suco de laranja, pra ver se me da alguma color. Decidi seguir o caminho da comunicação, a começar com o segurança do raio x. Eles sao no fundo bons, nao querem na verdade ver os pes descalços e nem tirar o cinturón das pessoas. Ainda que com certeza se comprazam por jogar os botes de crema das plastificadas. Enfim, meros momentos de desinteresse pela fila alheia. Nao conheço nada mais sapato. De novo em Bahadas.
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