12.9.15
Nada num escreveu. Largou a caneta no caminho. Era que as musicas tinham parado de cantar. Entendi e lamentei. Entendi e desentendi. Se fosse pra escrever sobre isso, sentiria cada coração de letra ou nota musical como um. Vinculados, independentes. Pareceu castigo. Eu tinha que perder aquele lugar, por ter feito a musica parar de cantar. Não achei justo. Depois. A musica tem tantos motivos pra parar. Para continuar. Sabia minha influência, assumia minha parte. Minguava. E me perdoava. A caneta continua no caminho. Confio que vai, de novo, pegar e me encontrar por aqui, onde somos mais sabias, mais velhas, mais crianças, mais coração de letra.
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